Juiz de Fora, Minas Gerais. Aqui nasceu o artista plástico, escritor, palestrante, articulista, professor de História do Brasil e especialista em Patrimônio Cultural, Iriê Salomão. Mas, antes de nascerem os títulos, nasceram o menino Iriê e o seu olhar atento à arte. Ele costuma dizer que menino e artista formaram “uma coisa só*”.
No Bairro Santa Terezinha, Iriê, filho de pai advogado, perito em grafoscopia, e de mãe dona de casa, aprendeu o poder das formas. Desde cedo, por influência paterna, viu nelas um caminho para expressar sua maneira de ver e entender o mundo. Como resultado, ainda jovem, descobriu a aptidão pela pintura e um jeito de levar sua mineiridade além.
Para entender mais sobre essa história e a jornada do artista, convidamos você para uma volta no tempo. O primeiro destino é a década de 1970.
1970: trabalho com pincéis e primeira exposição
Foi em 1970 que o trabalho de Iriê Salomão com pincéis começou. Naquela década, um amigo e professor, Nei Martins, compartilhou com ele um conselho: trocar a pintura pelo desenho. Iriê, que trabalhava com técnicas como o pontilhismo e o tracejado, por exemplo, encontrou ali um terreno ainda mais fértil para criar.
Em 1978, veio a sua primeira exposição. No Salão da Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, foi premiado pelo desenho “Crioula”. Depois, no mesmo local, foi mais uma vez o vencedor do concurso com o quadro “Tordilho”.
1980 e a virada dos anos 2000
Durante a década de 1980, Iriê Salomão fez exposições individuais em galerias de sua cidade natal, tornando-se conhecido em âmbito local. A partir da virada dos anos 2000, sua carreira começou a tomar maiores proporções, com exposições anuais e individuais de 2008 a 2019 em renomados espaços de arte a nível nacional e internacional, como:
- Belo Horizonte – Minas Gerais/Brasil;
- Rio de Janeiro – Rio de Janeiro/Brasil;
- Amsterdã – Holanda;
- Nova York – Estados Unidos;
- Londres – Inglaterra.
A mineiridade
Em qualquer década, desde as primeiras criações até as mais atuais, Minas Gerais é inspiração. Na obra de Iriê Salomão, a arte e a história do estado caminham juntas, envolvendo pesquisas e observações. Na teoria e na prática, o artista mescla a sabedoria dos livros e da academia com a sabedoria popular.
Entre paisagens, personagens, “causos”, sentimentos individuais e coletivos seus e da população, os projetos de Iriê Salomão ganham vida. Para acompanhar de perto esse trabalho e ver a mineiridade de um jeito singular, acompanhe as redes sociais do artista!
*Trecho de entrevista à Casa D’Italia – Juiz de Fora disponível no link abaixo: